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1 de abr. de 2010

Consumo moderado de álcool faz bem para pessoas com problemas cardíacos

Washington, 22 mar (EFE).- O consumo moderado de álcool, como vinho ou cerveja, é benéfico para quem sofre de ataques cardíacos e outros problemas vasculares, segundo um estudo publicado hoje pela revista "Journal of the American College of Cardiology".

O consumo moderado é definido pelos cientistas da universidade de Campobasso (Itália) como um ou dois copos de cerveja ou vinho ao dia.

Até agora, a maioria das pesquisas havia estabelecido que um copo de vinho ou de cerveja junto às refeições constituía um consumo positivo para pessoas saudáveis.

No entanto, se desconhecia se essa conclusão também era válida para aqueles que tivessem sofrido um ataque do coração, um derrame cerebral ou algum outro transtorno isquêmico vascular.

O estudo, que analisou 16.351 casos, desvendou a incógnita e revelou que isso também se aplica a esses pacientes.

Segundo Simona Costanzo, epidemiologista que dirigiu a pesquisa, foi observado que o consumo moderado não tem apenas efeitos benéficos para as pessoas com problemas cardíacos.

"Eles também têm menos chances de sofrer de outros problemas similares e sua taxa de mortalidade foi inferior às daqueles que não consumiam nenhum tipo de bebida alcoolica", acrescentou.

De acordo com Costanzo, o efeito desse consumo moderado em pacientes cardíacos é similar ao observado em pessoas saudáveis.

"A redução do risco fica em torno de 20%", o que significa que com o consumo de álcool é possível evitar um em cada cinco casos de problemas cardiovasculares.

Para os cientistas, a chave está no consumo moderado, o que deve ser somado um estilo de vida e uma dieta saudáveis.

Segundo Augusto di Castelnuovo, chefe do Departamento de Estatísticas dos Laboratórios de Pesquisa da universidade de Campobasso, o consumo de álcool também deve ser regular.

"Um consumo moderado durante uma semana pode ser positivo. A mesma quantidade dessa semana, concentrada em um par de dias, é definitivamente nociva", afirmou.

Os cientistas também advertem que as conclusões da pesquisa não significam um convite a consumir bebidas alcoolicas.

"Os abstêmios, saudáveis ou doentes, não teriam que começar a beber com o objetivo de ter uma saúde melhor", assinalou Giovanni de Gaetano, diretor dos laboratórios.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/22/consumo+moderado+de+alcool+faz+bem+para+pessoas+com+problemas+cardiacos+9436337.html
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8 de mar. de 2010

A vez da cerveja caseira

No início, era pura diversão. Agora, o passatempo doméstico começa a ganhar ares profissionais

Rafael Sento Sé


Não parece, mas fabricar cerveja na cozinha do apartamento é mais fácil do que se imagina. Basta ter à mão os apetrechos necessários e frequentar um curso de noções básicas. A parte complexa é conseguir, em casa, uma bebida de sabor minimamente equilibrado – o que exige um bom tempo de prática na manipulação de grãos, extratos e leveduras. Até isso acontecer, litros e litros da mistura de água, cevada e lúpulo costumam ir direto para o ralo. Com perseverança e empenho, no entanto, é possível chegar a uma fórmula que não faça má figura diante das similares vendidas nos supermercados cariocas e das marcas consagradas. Foi o que aconteceu com o analista de sistemas Sérgio Fraga. Em seu processo de aprendizado, ele acabou sendo expulso da cozinha pela mulher e teve de se contentar com um fogareiro instalado na área de serviço. Mas a persistência valeu a pena. Em parceria com um sócio, ele acaba de montar uma pequena fábrica em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com capacidade para produzir 6 000 litros da bebida por mês. Feita de grãos de trigo, a Fraga Weiss junta seu sobrenome à variedade alemã escolhida. "Foram cinco anos até chegar lá", diz.

Ambiciosa, a meta de Fraga é repetir a trajetória trilhada por alguns de seus pares no exterior, gente que começou a produção artesanal como passatempo e hoje ganha a vida assim. Nos Estados Unidos, a fabricação doméstica tem 20 000 adeptos, e o mais impressionante é que, juntos, eles já respondem por quase 10% do mercado americano. Por aqui, os números são bem mais modestos: teríamos 900 aficcionados, 100 deles instalados no Rio. O crescimento, porém, é constante. Apenas no ano passado, 120 pessoas frequentaram as aulas promovidas pela Associação dos Cervejeiros Artesanais (Acerva), que ministra os cursos na cidade. E pelo menos 10% declaram a intenção de levar a brincadeira a sério. "Durante anos os brasileiros só tiveram acesso ao tipo pilsen. Há uma demanda reprimida por outras variedades", explica Leonardo Botto, diretor da entidade.

Além da natural curiosidade exercida pela bebida, a procura pelo curso pode ser explicada pelos baixos custos iniciais. Para se tornar um cervejeiro amador, o desembolso para adquirir um kit básico sai por menos de 630 reais (veja o quadro). Outro fator de atração é o processo de fabricação. Relativamente simples, a produção demora em média cerca de oito horas, incluindo aí moagem dos grãos, fervura, filtragem, resfriamento e limpeza do material utilizado. A mistura fica então guardada na geladeira por duas semanas. Concluída a primeira etapa, o líquido é acondicionado em garrafas, onde a fermentação prossegue até que o mestre-cervejeiro decida parar. Depois, basta beber – e conferir se algum dia o hobby pode se transformar em bom negócio.

Fonte: http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/editorial/m1691/a-vez-da-cerveja-caseira
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11 de fev. de 2010

Nova camiseta FANZINE


A FANZINE acaba de lançar sua nova camiseta, a “Native Heritage”, inspirada nas tattoos oldschool!

Para comprar, visite nosso site: www.fanzinewear.com.br
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4 de fev. de 2010

Cerveja Gourmet, a mais nova loja on-line de cervejas


Diante do “boom” das cervejas especiais nos últimos anos, principalmente a partir de 2008, o publicitário Marcelo Ponci resolveu unir a sua expertise em estratégias online com o seu amor pela cerveja gourmet e abrir o primeiro e-commerce especializado em São Paulo.

Ponci começou a pensar em abrir o próprio negócio quando entrou na faculdade de publicidade, em 2005. Porém, somente no começo de 2009, uniu a vontade de ter um negócio com o hobby de degustar cervejas importadas e artesanais, quando percebeu que as pessoas estavam começando a ter olhos maiores para esse nicho de mercado.

A pesquisa de mercado, o plano de negócio e a elaboração de estratégias de internet foram cruciais para a abertura da empresa. Após mais de seis meses de pesquisas, em 15 de dezembro último abriu a loja virtual Cerveja Gourmet, a qual conta com quase 100 rótulos de diversos países, dentre eles as artesanais brasileiras, que cada vez mais conquistam seu espaço no mercado internacional. A carta de cervejas foi escolhida com base nas marcas já degustadas e apreciadas por Marcelo — o que lhe garante grande conhecimento dos produtos vendidos — e o interesse em particular da história de algumas delas.

As vendas são feitas para todo o Brasil e o envio via Correios. Para aqueles que residem na capital paulista, a loja dispõe de motoboy exclusivo, e as entregas são realizadas num prazo médio de 1 dia após a confirmação do pagamento.

Os próximos passos de Marcelo, além de expandir sua loja virtual com mais variedades de cervejas e acessórios, é abrir uma loja física em São Paulo, para difundir cada vez mais a arte de degustar cervejas.

Fonte: http://www.brejas.com.br/blog/28-01-2010/cerveja-gourmet-loja-cervejas-4779/
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2 de fev. de 2010

Bar em Bruxelas serve mais de 2 mil cervejas para delirar


Além das batatas fritas e dos waffles com açúcar, a Bélgica tem também algumas das melhores cervejas do mundo. Não é de se espantar que o país seja também a casa do bar que possui o recorde de maior opções da bebida num cardápio. Desde 2004, o Délirium Café, no centro de Bruxelas, ostenta o título. Ao todo são 2.491 marcas. Só de belgas, são 1.416, incluindo as famosas trapistes, feita por monges. É literalmente cerveja para todos os gostos, num bar que à primeira vista pode não agradar aos clientes mais exigentes, pelo atendimento um tanto quanto improvisado, mas que apreciador de cerveja nenhum pode botar defeito.

O bar, que fica próximo a Grand-Place e ao Museu Real de História, parece saído de um conto medieval. Do lado de fora, a porta escondida pelas mesas que ficam na pequena calçada nem chama tanto a atenção - a não ser pelas plaquinhas com o elefante rosa, símbolo da cerveja que dá nome ao bar. Lá dentro, no entanto, o visual é completamente diferente. O ambiente é escuro, todo decorado com placas e garrafas de cervejas do mundo inteiro, inclusive algumas brasileiras.

Para quem espera um lugar calmo, onde o atendimento é perfeito, talvez este não seja o seu lugar. O subsolo fica geralmente lotado, e as mesas feitas com grandes tonéis de madeira são disputadas, assim como o cardápio. Talvez para economizar papel, existe apenas um cardápio completo, que fica circulando entre as muitas mesas do salão. A enorme pasta traz a descrição de cada cerveja, por isso é preciso ficar atento ao local onde está o cardápio e, se possível, escolher pelo menos as primeiras marcas que você vai querer beber.

Se não conseguir o cardápio, tente pedir alguma sugestão ao barman. Isso mesmo, não tem garçom. Cada vez que você quiser uma cerveja ou aperitivo - não são muitas as opções, mas a tábua de queijos vale a pena - vai precisar levantar da cadeira e disputar espaço entre os clientes para conseguir ser atendido. E nada de cartão de crédito, ali você paga na hora, em cash, ou melhor, em euros. Ah, mas como em qualquer lugar da Europa onde se é atendido no balcão, também não é preciso pagar o serviço.

Depois desta descrição, você deve estar se perguntando qual é a graça de ir num lugar que fica lotado, onde você precisa correr atrás do cardápio e ainda é obrigado a levantar para comer. A graça é a cerveja, claro! Para quem aprecia a bebida, o bar se torna um verdadeiro pedaço do paraíso, onde é possível degustar desde as lagers mais comuns até as deliciosas lambics, como a Kriek e a Premium Faro, além das famosas trapistes belgas. O interessante é que cada uma tem seu copo específico e, assim como na Alemanha, nenhuma é estupidamente gelada.

Além das marcas belgas, o cardápio inclui produtos de outros 78 países. O maior contingente é o francês, que divide os tipos de cerveja pelas diferentes regiões do país. Mas quem quiser também pode degustar marcas de lugares como Congo, Tanzânia e Mongólia. Vale provar algumas, claro, mas estando na Bélgica, aproveite para beber as marcas nacionais - que são tão caras aqui no Brasil - como a Délirium Tremens, que chegou a ser considerada a melhor cerveja do mundo em 1998, ou a Blanche de Watou, de trigo. Só não esqueça de pedir água de vez em quando para não sair de lá trocando as pernas.

Délirium Café: Impasse de la Fidelité, 44- 1000, Bruxelas. Tel. +32 25144434/ www.deliriumcafe.be

Fonte: http://oglobo.globo.com/viagem/mat/2010/01/27/bar-em-bruxelas-serve-mais-de-2-mil-cervejas-para-delirar-915724736.asp
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20 de jan. de 2010

Perfume de cerveja é cheirosinho e afrodisíaco

Empresa de Seattle bola produto que ajuda mulheres a atrair os homens.

Chegou ao mercado o produto que vai ajudar as mulheres a atrair homens e salvar o planeta ao mesmo tempo. Uma empresa de Seattle, nos Estados Unidos, criou esse produto revolucionário. Se vai funcionar ou não, é melhor esperar. Mas o perfume feito de cerveja, o EOS, promete muito.

Os químicos bolaram a fragrância com sobras da produção de uma cervejaria local. É feita com uma mistura de grãos com uma lama preta gosmenta – mistura de milhares de bactérias diferentes. Essa gosma substitui o petróleo na produção do perfume, o que torna a fabricação não prejudicial ao meio ambiente.

A empresa Blue Marble Energy já anunciou que colocará no mercado versões masculinas do EOS. Mas é com elas que o perfume deve fazer mais sucesso. O aroma é doce e suave, diz o fabricante.

Qual é o macho de verdade que não adora a combinação entre mulher e cerveja? Já deve ter cara sonhando com uma colônia com cheiro de amendoim para acompanhar o EOS.

Fonte: http://www.expressomt.com.br/noticiaBusca.asp?cod=53813&codDep=3
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18 de jan. de 2010

Cerveja tem propriedades terapêuticas, aponta estudo

Substâncias encontradas no extrato da cevada teriam propriedades terapêuticas idênticas a encontradas no vinho tinto e nos chás preto e verde


A pesquisa realizada por pesquisadores e bioquímicos da faculdade de medicina da Universidade de Innsbruck, na Áustria, mostra que a ingestão da cerveja pode auxiliar a combater infecções e a bloquear processos inflamatórios, ajudando no combate de algumas doenças crônicas.

Segundo os cientistas, a ação sobre as células humanas de certas substâncias encontradas no extrato da cevada teriam propriedades terapêuticas idênticas a encontradas nos componentes do vinho tinto e dos chás preto e verde, que têm um efeito positivo, já comprovado em pesquisas médicas, sobre as doenças coronarianas.

Os pesquisadores obtiveram ainda, indícios de que beber cerveja tem efeito tranquilizante sobre o organismo e pode também aumentar a produção da serotonina, um neurotransmissor conhecido como o "hormônio da felicidade", que parece ter influência sobre certos estados de ânimo do ser-humano, afetando o humor e a ansiedade , influenciando ainda o comportamento alimentar e até o sexual.

Mas atenção para aqueles que acham que "tomar um porre" pode ser a solução de todos os males. Os cientistas avisam que a cevada tem os mesmos efeitos benéficos, quando é ingerida nas cervejas sem álcool. E é claro, não devemos esquecer que bebida alcoólica em quantidade exagerada pode levar a doenças terríveis como a cirrose hepática e o alcoolismo. Portanto, consuma cevada, mas beba com moderação.

Fonte: http://www.tvcanal13.com.br/noticias/cerveja-tem-propriedades-terapeuticasaponta-estudo-87082.asp
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14 de jan. de 2010

Sepultura lança a própria marca de cerveja puro malte no mercado

O Sepultura parece querer diversificar seus negócios. Além da música, a banda lançou uma parceria com a grife Billabong para a venda de bermudas com a marca do grupo. Agora é a vez de a banda entrar no mercado de bebidas. O Sepultura está lançado sua própria marca de cerveja puro malte. O nome é Sepulweiss e deve chegar ao mercado especializado brasileiro ainda este ano.

A cerveja do Sepultura é feita de trigo tipo bavaria de fermentação alta, aroma frutado de cravo e maçã não filtrado. O teor alcoólico de 4,4%. A banda completa 25 anos em 2009 e está divulgando o 14º disco da carreira intitulado "A-Lex", lançado no início do ano e o primeiro com Jean Dolabella na bateria, substituíndo Igor Cavalera.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/66881+sepultura+lanca+a+propria+marca+de+cerveja+puro+malte+no+mercado
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12 de jan. de 2010

Cervejaria escocesa diz ter criado a 'cerveja mais forte do mundo'

BrewDog apresentou na quinta-feira (27) bebida com 32% de álcool. ‘Tactical Nuclear Penguin’ tem um processo de produção de 16 meses.

A cervejaria escocesa BrewDog anunciou na quinta-feira (26) ter criado a 'cerveja mais forte do mundo'. Batizada com o nome de ‘Tactical Nuclear Penguin’, a bebida é apresentada com 32% de teor alcoólico, resultado de um processo de produção de 16 meses, segundo a empresa.

No blog da cervejaria, o diretor James Watt alerta que a bebida deve ser consumida em pequenas quantidades, como o uísque. O anúncio de lançamento indica que apenas 500 garrafas de 330 mil foram produzidas. Metade delas será vendida por 35 libras e, as demais, custarão 250 libras, com direito a uma participação na empresa.

Críticas

Em julho, a empresa tinha lançado no mercado britânico a cerveja Tokyo*, com 18,2% de teor alcoólico, que alegava ser a mais forte da Grã-Bretanha. No Brasil, o teor alcoólico das cervejas mais famosas fica entre 3% e 5%.

Desde o lançamento da Tokyo*, a BrewDog foi criticada por instituições de combate ao alcoolismo. Na época, a cervejaria insistiu que a nova bebida vai ajudar a combater a cultura local do consumo rápido de grandes quantidades de bebida alcoólica.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1394597-9356,00-CERVEJARIA+ESCOCESA+DIZ+TER+CRIADO+A+CERVEJA+MAIS+FORTE+DO+MUNDO.html
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9 de dez. de 2009

"Beberrões" têm menor chance de ataque cardíaco, diz estudo

Um amplo estudo realizado na região basca da Espanha chegou a uma conclusão surpreendente e polêmica: pessoas que bebem altas doses diárias de álcool, como uma garrafa de vinho ou meia dúzia de cervejas, têm melhores chances de não sofrer ataque cardíaco. As informações são do jornal britânico The Independent.

Os pesquisadores, do Departamento de Saúde Pública do Governo Basco, traçararam perfis e hábitos de 15 mil homens e 26 mil mulheres entre 29 e 69 anos. Entre os resultados está a confirmação do fato - já popular - de que pessoas com o costume de ingerir pequenas doses alcoólicas diárias levam vantagens em relação àquelas que passam os dias longes das taças de vinho e dos copos de cervejas.

Esses consumidores moderados apresentam, de acordo com o estudo, 35% a mais de chances de escapar de problemas cardíacos.

A polêmica surpresa, por sua vez, é a constatação de que também aqueles que, para padrões convencionais, abusam do álcool (como ter o hábito de esvaziar garrafas de vinho e consumir caixas de cervejas diárias), levam vantagens. As chances destes "beberrões" não enfrentarem problemas no coração são 50% maiores, apontam os resultados.

A polêmica do estudo se deve a atribuir benesses a hábitos sabidamente perigosos. A própria coordenadora da pesquisa, Larraitz Arriola, informa que o consumo de álcool causa 1,8 milhões de mortes por ano no mundo. "A primeira coisa a ser dita sobre nosso estudo é que o consumo de álcool é algo muito prejudicial. Se você bebe muito, você deve começar a beber menos." Segundo ela, o objetivo do estudo é somente apontar um dado positivo do consumo de álcool.

Cientistas britânicos vão mais fundo e criticaram o estudo, chamando-o de "falho". Robert Stutton, da Universidade de Liverpool, aponta, por exemplo, que a pesquisa ignora todas outras doenças relacionadas ao consumo de bebidas alcóolicas.

As análises dos pesquisadores bascos também fazem algumas restrições. Segundo os dados, por exemplo, as chances de os bebedores de vinho escaparem de problemas cardíacos são um pouco menores daqueles que optam pela cerveja. Os cientistas britânicos ainda acrescentam que eventuais benesses do abuso do álcool devem ser restringidas s homens com idade superior a 40 anos.

A Espanha é o terceiro maior produtor mundial de vinho e o novo de cerveja. O país ocupa a sexta posição do ranking mundial de consumo de álcool. Em San Sebastian, cidade da sede da pesquisa, o consumo alcoólico per capita é de 41.4 gramas/dia - o equivalente a meia garrafa de vinho, um litro de cerveja com teor alcoólico de 5% ou um quarto de garrafa de uísque.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4110657-EI238,00-Beberroes+tem+menor+chance+de+ataque+cardiaco+diz+estudo.html
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13 de nov. de 2009

Museu da Cerveja de Blumenau



Maria Luisa Moser, a Isa, é curadora do Museu da Cerveja de Blumenau há quinze anos. Entra prefeito, sai prefeito, Isa se agarra ao cargo com abraço de urso. Ao contrário de muitos outros funcionários públicos “barnabés”, Isa não quer benesses nem somas escusas. Isa quer contar pra quem a escutar a história dos cervejeiros do Vale do Itajaí através do rico acervo do pequeno museu.

A peça mais antiga é de 1892, quando os imigrantes alemães da região começavam a fundar suas fábricas. Há de tudo, desde velhos barris de madeira, tinas de fermentação aberta, moinhos de malte manuais e até uma geladeira do tempo em que não havia eletricidade, e a temperatura era mantida por meio do gelo seco que vinha pelo rio, de barco.

A obstinação e o amor pela história da cerveja são genuínos em Isa. É por causa dela — e só dela — que o pouco da memória ainda intacta daqueles tempos heróicos não se perde. Hoje, o Museu da Cerveja recebe cerca de 2.500 visitantes por mês, todos recepcionados e devidamente beer evangelizados por ela, que conta as mesmas histórias de cada uma das peças com a mesma paixão com que o fez pela primeira vez.

O Museu da Cerveja de Blumenau, único no Brasil, fica na Praça Hercílio Luz, um ponto bem bacana da cidade catarinense. É mais que imperdível: É obrigatório.

Fonte: http://www.brejas.com.br/blog/20-10-2009/museu-cerveja-blumenau-3927/
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3 de nov. de 2009

Funerária cria caixões em forma de garrafa de cerveja, celular e carros

Caixões personalizados custam entre R$ 5,7 mil e R$ 17,2 mil. Muitos dos clientes são pessoas que organizam o próprio enterro.


Uma funerária britânica especializada em caixões personalizados criou modelos em forma de garrafas de cerveja, telefones celulares, carros e outros objetos inusitados, segundo reportagem do jornal inglês "The Sun".

O diretor da "Crazy Coffins", David Crampton, afirmou que os caixões personalizados custam entre 2 mil libras (R$ 5,7 mil) e 6 mil libras (R$ 17,2 mil), enquanto os tradicionais variam entre 300 libras e 600 libras.

Com os modelos personalizados, o diretor destacou que as famílias podem tornar um momento difícil em um evento mais alegre. De acordo com Crampton, muitos dos seus clientes são pessoas que preferem organizar o próprio enterro.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1364492-6091,00-FUNERARIA+CRIA+CAIXOES+EM+FORMA+DE+GARRAFA+DE+CERVEJA+CELULAR+E+CARROS.html
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22 de set. de 2009

Cerveja brasileira está na lista das 100 melhores

por Carlos Alberto Barbosa


Na edição deste mês da revista americana Imbibe-liquid culture, a cerveja Lust, da Cervejaria Eisenbahn, de Blumenau (SC), entrou na lista das 100 melhores cervejas do mundo. A bebida está entre as raras cervejas do mundo que incorpora na sua produção método próprio dos champanhes.

Após a primeira fermentação, a cerveja é engarrafada e sofre adição de açúcar e leveduras de vinho, o que provoca uma segunda fermentação da cerveja. Durante esse processo, as garrafas permanecem nas caves em repouso até que essa nova fermentação tenha fim. Na sequência, ela é colocada em um pupitre com inclinação de 45º, onde permanece por cerca de três meses para que o contato com as leveduras amplie seus aromas, enquanto os sedimentos próprios desse processo se depositam no gargalo da garrafa. Só então, essas leveduras são retiradas (dégorgement) e a cerveja está pronta para o consumo. Segundo a Imbibe, esses procedimentos conferem à cerveja um aroma "frutado agradável e notas de leveduras".

Fonte: http://vidaeestilo.terra.com.br/homem/interna/0,,OI3989179-EI14236,00-Cerveja+brasileira+esta+na+lista+das+melhores.html
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14 de jul. de 2009

Atletas deveriam beber cerveja todo dia, diz estudo


Consumo moderado é defendido por medalha de prata no basquete das Olimpíadas de 1984

MADRI - Além de matar a sede e relaxar, a cerveja ajuda na recuperação após a prática esportiva. A afirmação é do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha, que apresentou um estudo defendendo o consumo moderado da cerveja para os atletas como fonte de hidratação diária.

O estudo "Idoneidade da cerveja na recuperação do metabolismo dos desportistas", apresentado nesta terça-feira, foi baseado em relatórios e pesquisas de especialistas em medicina, fisiologia e nutrição da Universidade de Granada com o aval do CSIC.

Segundo o documento, os componentes da cerveja ajudam na recuperação do metabolismo hormonal e imunológico depois da prática desportiva de alto rendimento e também favorece a prevenção de dores musculares.

A tese é defendida pelo cardiologista e ex-jogador de basquete da seleção espanhola, Juan Antonio Corbalán, medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles (1984).

O estudo foi realizado em dois anos e recomenda o consumo de três tulipas de 200 ml de cerveja (ou de 20g a 24g de álcool) para homens e duas para mulheres (10g a 12g) por dia; volume que os autores do relatório definem como moderada.

SUCO?

De acordo com os pesquisadores, a cerveja contém 95% de água e é a bebida alcoólica com menor gradação (5% em média). Uma tulipa de 200 ml possui 90 calorias, o mesmo que um copo de suco de laranja.

Para chegar a essa conclusão de consumo na dieta de desportistas, os cientistas fizeram pesquisas com 16 atletas universitários com idades entre 20 e 30 anos, em boa forma física e que alcançavam uma velocidade aeróbica máxima (VAM) de 14 km/h.

Além disso, todos deveriam ser consumidores habituais e moderados de cerveja, manter uma dieta mediterrânea, não ter hábitos tóxicos nem antecedentes familiares de alcoolismo.

Os testes foram feitos durante três semanas em baterias diárias de uma hora de corrida, sob calor de 35º, 60% de umidade relativa e duas horas de pausa para hidratação.

Nesse intervalo os atletas bebiam água ou cerveja (máximo de 660 ml), alternando as bebidas em cada pausa de hidratação para comparar resultados.

É BOM

A conclusão foi que a cerveja permitia recuperar as perdas hídricas e as alterações do metabolismo tão bem quanto a água.

Os cientistas usaram parâmetros indicativos como: composição corporal, inflamatórios, imunológicos, endócrino-metabólicos e psico-cognitivos (coordenação, atenção, campo visual, tempos de percepção-reação, entre outros) para comprovar que o álcool não afetava a atividade de hidratação.

O estudo destaca ainda que a cerveja contém substratos metabólicos que substituem algumas substâncias perdidas durante o exercício físico como aminoácidos, minerais, vitaminas e antioxidantes.

Mas apesar desta defesa do consumo da cerveja, os pesquisadores espanhóis afirmam que o consumo nunca deve passar da moderação, porque o excesso de álcool não se metaboliza e, por isso, afeta o sistema nervoso central.

No caso dos desportistas a recomendação do relatório é beber durante as refeições. Nunca momentos antes de praticar exercícios nem logo depois.

O intervalo indicado para a cervejinha da hidratação é de duas horas antes ou depois de suar.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,atletas-deveriam-beber-cerveja-todo-dia-diz-estudo,399113,0.htm
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7 de jul. de 2009

Cerveja não dá "barriga de cerveja"

Estudo europeu afirma que a barriguinha indesejável é totalmente resultado da genética e não do consumo da bebida

Bebedores contumazes de cerveja geralmente temem desenvolver a chamada "barriga de cerveja". Mas um estudo publicado na revista European Journal of Clinical Nutrition garante que ela é resultado da genética. E só.

A pesquisa acompanhou 20 000 bebedores de cerveja durante oito anos. Os resultados mostraram que os consumidores vorazes da bebida engordavam, mas não necessariamente acumulavam gordura na barriga. Os que bebiam duas garrafas e meia foram os que mais ganharam peso.

Mas quando os cientistas mediram a razão quadril-cintura para tentar estabelecer quais haviam desenvolvido a "barriga de cerveja", descobriram que os resultados estavam em todos os grupos de bebedores e não concentrados no grupo dos que bebiam mais. Segundo eles, fatores genéticos pesam mais do que o consumo de álcool.

Fernando Fischer / texto: Vanessa de Sá

Fonte: http://sportlife.terra.com.br/index.asp?codc=1104
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30 de jun. de 2009

Cervejas milenares

Com a ajuda de arqueólogos, a pequena cervejaria americana Dogfish Head consegue chamar a atenção para seus produtos ao recriar o sabor de bebidas fabricadas há milhares de anos

Priscilla Portugal


1 - CHAT EAU JIAHU: recriação de bebida encontrada há nove mil anos no norte da China. Sai por US$ 12 e leva ingredientes como uvas, flocos de arroz, mel e crisântemos

2 - MIDAS TOUCH: uma bebida fermentada encontrada na Turquia há 2,7 mil anos deu origem a essa cerveja, hoje vendida por US$ 4

3 - SAH'TEA: reprodução de uma bebida do século IX, feita com levedura alemã Weizen, especiarias e frutos finlandeses. À venda por US$ 20

4 - THEOBROMA: à base de cacau, ela foi criada a partir de uma análise química de fragmentos impregnados em potes de argila com 3,2 mil anos e custa US$ 12

Um grupo de pesquisadores americanos e chineses buscava artefatos milenares no sítio arqueológico na vila de Jiahu, no norte da China, quando se deparou com uma relíquia de valor inestimável. O ano era 2005 e liderados pelo arqueólogo molecular Patrick McGovern, da Universidade da Pensilvânia, os pesquisadores encontraram potes de argila com resquícios de um líquido, que mais tarde seria identificado como uma das primeiras cervejas já produzidas pela humanidade, há nove mil anos. "O líquido estava dentro de potes fechados. Quando suas tampas foram removidas pela primeira vez, sentimos a fragrância de uma bebida fermentada", disse McGovern à época. Curioso para sentir o gosto da cerveja apreciada no período neolítico, ele não teve dúvida: procurou a cervejaria artesanal americana Dogfish Head para recriar a bebida. Depois de testes e mais testes em laboratório, eles lançaram a Chateau Jiahu. "Produzimos apenas 3,3 mil caixas da Chateau Jiahu por ano, o que reforça seu caráter especial", disse à DINHEIRO Sam Calagione, proprietário e presidente da Dogfish Head.

Mapear os sabores e resgatar as fórmulas criadas há milhares de anos tornou-se quase uma especialidade da pequena cervejaria cravada em Milton, no Estado americano de Delaware. Além da Chateau Jiahu, que leva ingredientes como uvas, flocos de arroz fermentados, mel de flores selvagens, malte de cevada e crisântemos, a Dogfish Head já reconstruiu outras três bebidas com milhares de anos. Uma delas, a Theobroma, à base Portugal de cacau, foi criada a partir de uma análise química de fragmentos impregnados em potes de argila com 3,2 mil anos, encontrados no Vale Ulua, em Honduras. Outra foi a Sah'tea - atualização de uma bebida do século IX, da Finlândia, com levedura alemã Weizen, especiarias e frutos. Por último, há também a Midas Touch Golden Elixir, também fruto de uma parceria com o arqueólogo McGovern. A Midas reproduz o sabor de uma bebida fermentada encontrada, na Turquia, em uma tumba real que data de 2,7 mil anos atrás.

Apesar de produzir bebidas que recriam sabores milenares, a Dogfish Head é bem jovem. Fundada em 1995, ela faz uso desses produtos exóticos como ferramenta de marketing. "Como seria difícil para uma empresa pequena competir com grandes do mercado como a Budweiser e a Miller, ela apostou em um tipo específico de consumidor, o do connaisseur, que tem um conhecimento mais amplo e um paladar mais requintado", diz Ivan Pinto, professor de comunicação como fator estratégico na pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). "Ela atrai a mídia pelo fato de reproduzir bebidas antigas." Ou seja, aguça a curiosidade dos consumidores. Por ser a mais antiga entre as opções da cervejaria, a Chateau Jiahu é a que mais chama a atenção. "Ela é adocicada, pois apresenta índice de dez ibu (sigla de international bitter units - medida usada para definir o amargor das cervejas), semelhante ao de uma cerveja nacional, como a Brahma, enquanto a Heineken, para se ter ideia, tem por volta de 17 ibu", explica Eduardo Passarelli, mestre cervejeiro do restaurante Melograno. "Por ser mais suave e feita com uva, a Chateau Jiahu tem gosto próximo ao de um vinho branco e harmonizaria bem com frutos do mar e pratos com molhos leves." Curioso para provar? Por enquanto, ela só é vendida nos Estados Unidos e a garrafa de 750 ml custa cerca de US$ 12.

Fonte: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/612/artigo142630-1.htm
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27 de abr. de 2009

São Paulo terá o primeiro curso de beer sommelier do país

Objetivo é conceder diploma a especialistas em cerveja. Aulas devem começar no segundo semestre deste ano.


Loira, estupidamente gelada e bebida aos montes. Para muitos, é assim que se deve tomar cerveja. Mas um grupo de apreciadores abomina esse conceito e prega o consumo educado e consciente.

São os chamados beer sommeliers, que vão ganhar pela primeira vez um curso de formação oficial no Brasil. As aulas devem começar no segundo semestre deste ano e a cidade escolhida para dar início ao projeto foi São Paulo.

Formada engenheira de alimentos no Brasil, beer sommelier na Academia Doemens (Alemanha) e mestre cervejeira na Espanha, a paulistana Cilene Saorin, de 37 anos, será a responsável pelo curso. “O beer sommelier trabalha a cerveja na esfera gastronômica. Ele se preocupa com a apresentação, a temperatura, a taça adequada, a harmonização com o prato”.

Já o mestre cervejeiro, segundo ela, "trabalha a cerveja em escala industrial". Cilene explica que, apesar de o brasileiro beber muita cerveja, não existem profissionais graduados. E revela que a profissão de beer sommelier só foi reconhecida mesmo em 2005. Além dela, só mais uma mulher tem essa formação aqui no Brasil.

“Existe o risco de as pessoas se autointitularem [beer sommelier] só lendo sobre o assunto. Você pode ser bastante competente, mas é importante ter uma educação formal”, explicou Cilene. “A pessoa nunca pode ser chamada de beer sommelier se não tem o título. É uma forma de respeitar a profissão”.

Estupidamente gelada

Cilene estudou na Academia Doemens, escola que forma mestre cervejeiros desde 1895. É a partir do método de ensino dos alemães que ela vai montar o curso em São Paulo, fazendo as adaptações necessárias.

“A intenção é formar gente capaz de dar uma boa informação. Cerveja não é só estupidamente gelada para matar a sede e dar barato [deixar bêbado]”.

A especialista, que acumula também a função de editora da revista Beer Life, acredita que o público alvo vai ser de apreciadores ou de gente que trabalha com esse produto, como importadores, funcionários de cervejarias ou de restaurantes. “O beer sommelier tem que ter responsabilidade com o consumo consciente. Não está interessado em fazer o cliente encher a cara”.

Para se formar, o aluno precisa ter nível superior e não sofrer de males como deficiências no paladar ou no olfato (caso de pessoas com rinite alérgica). O empresário Marcelo Stein, de 34 anos, dono de uma importadora de bebidas, se mostra animado com a chegada do curso.

“É fundamental. Você não consegue vender cervejas especiais sem esse tipo de serviço. Se a pessoa não tem informação, oferece ao cliente um produto maravilhoso, mas que ele vai beber com displicência”, afirma ele, referindo-se aos rótulos importados ou menos conhecidos aqui no Brasil.

Degustação

É em busca de momentos de prazer que os apreciadores de cervejas de cor “amarelo-ouro, amarelo-pálido, vermelho e negro profundo”, como enumerou Cilene, se reúnem para experimentar “novas sensações”. O G1 acompanhou uma sessão de degustação de cerveja em um bar da Zona Norte de São Paulo. Ali, a carta tem mais de cem rótulos da bebida entre nacionais e importadas.

À mesa, estavam amigos de Cilene, mestres também em identificar a cada gole a cor, a turbidez, o brilho, a espuma, o aroma, a acidez e até a doçura de cada cerveja. Com uma ficha ao lado, eles anotavam as observações referentes à aparência da bebida, ao gosto e às sensações na boca.

Era um encontro para degustar cervejas do tipo “vintage”. “São as que envelhecem, como os vinhos. E não devem ser bebidas estupidamente geladas”, ensina a mestre cervejeira. Enquanto a primeira turma de beer sommeliers não se forma, os apreciadoras da “loira” e seus derivados continuam especialistas em um quesito: mesa de bar.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1092117-5605,00-SAO+PAULO+TERA+O+PRIMEIRO+CURSO+DE+BEER+SOMMELIER+DO+PAIS.html
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20 de fev. de 2009

Cerveja feita em casa


Tem gente fazendo cerveja em casa. E cada vez mais gente.

Para esses dedicados apreciadores, não basta entrar em uma loja e comprar uma garrafa. A graça está em fazer a própria cerveja, um procedimento que pode durar oito horas. Segundo os cervejeiros caseiros, optar pela produção artesanal rende pelo menos dois grandes benefícios: a curtição das horas de preparo e o sabor especial, único, de quem cria.

Quem faz cerveja utilizando panelas e equipamentos simples contribui para um mercado que cresce cada vez mais, o da cerveja artesanal, também conhecido como cerveja de panela.

— Comecei a beber as importadas, que são mais caras, só que o problema é que o bolso não estava acompanhando — brinca Paula Mühlbach, a Polla, uma das craques nessa arte. — Então, eu e um amigo, que havia chegado da Espanha, resolvemos tentar fazer.

As primeiras levas, lembra, eram terríveis.

— Depois da 10ª tentativa é que deu para começar a beber.

Polla integra uma turma de mulheres que produzem cervejas. Nos encontros da Cerva das Gurias, como o grupo foi batizado, a regra é cada uma levar a cerveja que produziu para degustar —claro que moderadamente.

—São cervejas mais fortes, com sabores marcantes. Por isso as degustações não são em grandes quantidades —conta Ellinor Melchers Nast, também da turma.

Quase todas se iniciaram da mesma maneira, consultando um amigo e correndo riscos, antes de acertar a mão. E quase todas também acabaram recorrendo e se associando à Acerva (Associação dos Cervejeiros Artesanais do Rio Grande do Sul).

— O interesse das pessoas aumentou muito. Um dos motivos é que o ritual da cerveja se dá de forma mais espontânea, mais simples — justifica Jorge Gitzler, presidente da Acerva e tutor de muitos cervejeiros artesanais em início de carreira. — Nossa única regra é que cada um tem que trazer uma cerveja de sua produção para que todos avaliem.

A associação reúne os produtores que não buscam a comercialização, mas o aprimoramento da elaboração da bebida.

Fazer cerveja depende de um investimento inicial entre R$ 500 e R$ 1000 para os primeiros 100 litros. É o custo de equipamentos de uso exclusivo, já que a contaminação é o maior inimigo da bebida de qualidade. Isso inclui panela, fogareiro, moedor de grãos, balde para filtrar, peneira, resfriador, garrafas, tampas e/ou barril. Tudo pode ser comprado em ferragens ou supermercados. O mais complicado, o resfriador, é o equipamento estrela, motivo de discussões e comparações para saber como cada um montou o seu.

Já a matéria-prima, em Porto Alegre, pode ser adquirida em uma loja profissional, que, pelo aumento da procura, foi obrigada a dedicar um segmento aos cervejeiros artesanais.

Rogério Costi é proprietário de uma distribuidora de bebidas e de uma loja virtual de cerveja que é referência no país — vende 350 rótulos, entre nacionais e importados. Desde 2006, notou o aumento do mercado artesanal e procurou se adaptar abrindo uma loja. O próximo passo do setor, ele avisa, será a oferta de Cartas de Cervejas em bares e restaurantes, assim como é feito com o vinho.

Fazer cerveja em casa é um programa que reúne amigos, desenvolve alguns talentos e, quando dá certo, pode virar um negócio. Os irmãos Glauco e Guilherme Caon preparam a profissionalização. Há dois anos, a dupla — um é doutor em Biologia, o outro publicitário e professor universitário — produz cerveja na casa em que vivem com a mãe. Glauco e Guilherme faziam para eles, depois para os amigos e agora um bar especializado encomenda a Anner, a marca que registraram. A produção dos irmãos Caon agradou e há lista de espera para conseguir garrafas da criação mais famosa, a Maria Degolada (em homenagem ao bairro em que moram).

— Fazemos cerveja umas duas vezes por semana. Estamos pensando em nos lançar comercialmente.

Mestres cervejeiros experientes costumam dizer que a melhor cerveja do mundo é aquela feita na cervejaria mais perto da casa do consumidor. Para essa turma de cervejeiros artesanais não há concorrência.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=2&local=18&template=3948.dwt&section=Blogs&post=150993&blog=334&coldir=1&topo=3994.dwt
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20 de set. de 2008

Primeira Oktoberfest teve corrida de cavalos em vez de cerveja


Festa alemã tem origem em casamento de príncipe em 1810.
As cervejas só apareceram oficialmente em 1818.


Não havia cerveja na realização da primeira Oktoberfest. A bebida, hoje marca registrada do maior festival folclórico do mundo, na Alemanha, só apareceu oficialmente na edição de 1818, oito anos depois do casamento do príncipe da Baviera, origem da festa. Nas primeiras edições, no lugar da farra etílica estavam corridas de cavalos e feiras agrícolas.

Ao meio-dia deste sábado (7h em Brasília), o prefeito de Munique serve o primeiro chope de um litro da edição de número 175 do festival alemão. A festa deste ano deve reunir mais de 6 milhões de pessoas de todo o mundo nas próximas duas semanas. E é provável que seja superado o recorde do último ano, quando foram bebidos 6,9 milhões de litros de cerveja.

A primeira Oktoberfest foi celebrada quase 200 anos antes, durante o casamento do príncipe Ludwig da Baviera (mais tarde rei Ludwig I) com a princesa Teresa da Saxônia, em 12 de outubro de 1810. As festas aconteceram nos chamados campos de Teresa, “Theresienwiese”, no idioma original, o que faz com que os locais se refiram à festa até hoje como “Wies’n”.

A festa se repetiu no ano seguinte, com uma nova corrida de cavalos. A cerveja entrou como bebida oficial em 1818, juntamente com um pequeno parque de diversões, que continua sendo montado no local da festa. Somente em 1896 foram montadas as primeiras tendas de cervejas, que hoje são gigantescas e se tornaram símbolo da festa. Desde 1810, a Oktoberfest só deixou de acontecer em 24 anos, a maioria por conta de guerras em que o país estava envolvido.

Pode soar estranha a idéia de ter um evento batizado com o nome do mês de outubro começando em setembro. A mudança de datas ocorreu anos após o surgimento da festa, em 1872, quando os organizadores decidiram antecipar o festival para aproveitar as noites um pouco mais quentes do mês anterior. Desde então a Oktoberfest começa no final de setembro e segue até o começo do mês seguinte.

A festa em Munique tem um enorme efeito sobre a economia local. Quase um bilhão de euros são gastos durante as duas semanas de farra, e 12 mil pessoas trabalham no festival. Apesar de ser um grande atrativo para turistas, apenas 15% dos visitantes da Oktoberfest são de fora da Alemanha. A maioria dos bebedores de cerveja que se reúnem em Munique são da própria cidade, ou do estado da Baviera.

Pelo mundo

Com o sucesso do evento alemão, não demorou até que as cidades formadas por imigrantes germânicos começassem a realizar festas parecidas. No Brasil há uma das maiores delas, a Oktoberfest de Blumenau, Santa Catarina, que se diz a maior festa fora da Alemanha.

A edição de Blumenau foi criada somente em 1984, e já reuniu mais de 15 milhões de pessoas, uma média de 700 mil visitantes por ano. A edição deste ano vai de 9 a 26 de outubro.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL766736-5602,00-PRIMEIRA+OKTOBERFEST+TEVE+CORRIDA+DE+CAVALOS+EM+VEZ+DE+CERVEJA.html

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16 de set. de 2008

Estudo explica 'amnésia' de pessoas quando bêbadas

Álcool prejudica a criação de memórias para eventos emocionais após seu consumo

Cientistas podem ter descoberto porque as pessoas se esquecem de coisas que fazem - constrangedoras, muitas vezes - quando estão bêbadas.

Um grupo de cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, revelou que o álcool facilita a criação de memórias para eventos emocionais - na maior parte positivos - vividos antes da intoxicação e prejudica a criação de memórias para eventos emocionais - muitas vezes negativos - ocorridos depois do consumo abusivo de bebidas.

A psicóloga Dora Duka, que liderou o estudo, acredita que esse fenômeno pode levar as pessoas a acreditar mais nos efeitos positivos do álcool em vez de perceber suas desvantagens, contribuindo para o desenvolvimento do alcoolismo.

"Os efeitos do álcool no humor são conhecidos por contribuir para o seu uso e abuso. Mas se sabe muito menos sobre como os efeitos do álcool na memória e no controle inibitório contribuem para que o álcool seja uma droga que vicia," disse Duka.

"Os efeitos do álcool na memória podem ser um fator no desenvolvimento do alcoolismo," completou.

Os pesquisadores compararam a habilidade de voluntários de se lembrar de uma série de imagens depois do consumo de bebidas não-alcoólicas ou de bebidas alcoólicas.

Eles descobriram que o álcool aumentava a memória para imagens vistas antes de beber e deteriorava a memória para imagens vistas depois.

"Não está claro como o álcool muda a maneira como as memórias são formadas, mas pode estar alterando os neurotransmissores que formam as memórias", disse Duka.

Os resultados foram apresentados durante o Festival da Associação Britânica para o Avanço da Ciência realizado neste ano em Liverpool.

Os pesquisadores da Universidade de Sussex também descobriram que o álcool pode danificar a capacidade das pessoas de formar seu julgamento sobre uma determinada situação.

http://www.abril.com.br/noticia/ciencia-saude/no_300668.shtml
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